Exemplos de valorização de monumentos megalíticos na Beira Baixa: Cão do Ribeiro (Proença-a-Nova) e Cabeço d´Ante (Vila Velha de Ródão)

Autores

  • João Caninas EMERITA – Empresa Portuguesa de Arqueologia/Universidade de Évora, CHAIA
  • Francisco Henriques Associação de Estudos do Alto Tejo (AEAT)
  • Mário Monteiro EMERITA – Empresa Portuguesa de Arqueologia
  • Isabel Gaspar Câmara Municipal de Proença-a-Nova
  • Mário Benjamim Universidade de Évora, CHAIA/Câmara Municipal de Idanha-a-Nova
  • Carlos Neto de Carvalho Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO/Câmara Municipal de Idanha-a-Nova
  • Jorge Gouveia Associação de Estudos do Alto Tejo (AEAT)
  • José Manuel Pires Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão

Palavras-chave:

Sepulturas megalíticas, valorização pública, Beira Baixa, Cão do Ribeiro, Cabeço d´'Ante

Resumo

A revelação do megalitismo do território correspondente à atual Beira Baixa teve um momento alto com os trabalhos de inventário e escavação de sepulturas megalíticas executados por Francisco Tavares de Proença Júnior, no início do século XX.

Depois das intervenções, limitadas no espaço e no tempo, de Félix Alves Pereira, de Georg Leisner e Vera Leisner e de O. da Veiga Ferreira, este interesse foi retomado, na região, a partir do final do mesmo século por diversos investigadores da Associação de Estudos do Alto Tejo (AEAT), ao nível do inventário sistemático e investigação aplicada.

Mais recentemente, no âmbito do projeto de investigação Mesopotamos (Povoamento do 5º ao 1º milénio a.C. entre o Tejo e o Zêzere na atual Beira Baixa) e do Campo Arqueológico de Proença-a-Nova, tem-se procurado valorizar socialmente os monumentos investigados, dotando-os de condições de adequado usufruto e compreensão pelas comunidades locais e visitantes.

Neste contexto, apresentam-se as intervenções de reconstrução parcial de duas sepulturas megalíticas (antas), Cão do Ribeiro (Proença-a-Nova) e Cabeço d´Ante (Vila Velha de Ródão), integradas respetivamente nos percursos pedestres denominados "História na Paisagem" (PNV PR1) e "Caminho das Virtudes" (VVR PR2). Foram intervenções simples, reversíveis e de baixo custo. Entretanto, está em desenvolvimento a proposta de valorização da grande sepultura megalítica do Cabeço da Anta (Proença-a-Nova) com um programa e recursos mais avultados do que naqueles dois casos.

Estes investimentos em inventário, estudo e valorização de sepulturas megalíticas, integrados desde 2015 no projeto de investigação Mesopotamos, com o apoio fundamental dos municípios de Proença-a-Nova e de Vila Velha de Ródão, sustentaram o ingresso da AEAT na rede europeia denominada The European Route of Megalithic Culture, itinerário cultural do Conselho da Europa.

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Publicado

2026-03-23