Restituir arquiteturas abertas. Breve reflexão sobre o que não aparece esquece, se interessa ou não fazer aparecer, mas talvez seja melhor esquecer
Palavras-chave:
Menir, campo de menires, alinhamento, cromelequeResumo
Pretende-se fazer breve reflexão sobre as questões relacionadas com o estudo, conservação e divulgação das chamadas arquiteturas megalíticas abertas, ou seja, os menires isolados, dispersos em campos de menires, ou estruturados em alinhamentos e cromeleques. Naquele contexto abordam-se alguns grandes equívocos sobre tais monumentos, que a falta de investigação sobre as suas origens, cronologias e funções, permitem especulações. A existência de tais monumentos, possuindo morfologias mais ou menos naturalisticamente fálicas, não deixam de despertar reações, muitas vezes negativas, até entre arqueólogos, não só em relação àquelas ocorrências, mas até a quem os pretende estudar, nomeadamente por parte de sectores religiosos e feministas, da nossa sociedade. Analisam-se casos de coerção social e de sucesso ou de insucesso, relativas às restituições e pervivências das arquiteturas abertas.