A necrópole megalítica da N.ª Sr.ª do Monte (Penedono) (1993-1995). E se fosse hoje?

Autores

  • Pedro Sobral de Carvalho Eon, Indústrias Criativas, Lda

Resumo

Os finais dos anos 80 e toda a década de 90 do séc. XX foram cruciais para o estudo do megalitismo da região Centro de Portugal. Para além de projetos de investigação que abrangeram vários ambientes geográficos, os então denominados Serviços Regionais de Arqueologia da Zona Centro levaram a cabo um programa designado "Valorização do Património Megalítico" com o fim de promoverem este tipo de manifestações arquitetónicas. Foram então intervencionados alguns monumentos, a maioria alvo de trabalhos anteriores: Orca da Cunha Baixa (Mangualde) (Vilaça & Cruz, 1990), Lapa do Repilau, Antela do Repilau (Viseu) (Cruz et alii, 1989), Orca dos Juncais e Orca de Pendilhe (Vila Nova de Paiva) (Cruz, 1993b e 2001), Orca de Corgas da Matança e Orca de Cortiçô de Algodres (Fornos de Algodres) (Cruz, 1993a; Cruz, Cunha e Gomes, 1988/1989), Dólmen 1 do Carapito (Aguiar da Beira) (Cruz & Vilaça, 1990), Dólmen de Antelas (Oliveira de Frades) (Cruz, 1995) e Dólmens 1 e 2 da Lameira de Cima (Penedono) (Gomes1996). Ainda neste período o então Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR) promoveu trabalhos arqueológicos entre 1991 e 1993 na Anta da Arquinha da Moura (Tondela) (Cunha, 1993 e 1995; Silva, 1995). Em 1987 Ana Bettencourt procedeu a trabalhos de escavação e valorização do Dólmen 1 da Pedra da Moura, igualmente conhecido como Anta da Cerqueira (Sever do Vouga) (Bettencourt, 1989). Em 1989 Ana Leite da Cunha intervém na Anta do Pinheiro dos Abraços ou Dólmen de Bobadela (Oliveira do Hospital) na sequência de um programa de estudo, valorização e proteção de estações arqueológicas promovido pelo Serviço Regional de Arqueologia da Zona Centro, em colaboração com a Câmara de Oliveira do Hospital.

Publicado

2026-03-23